Helena martins

Idéias revolucionárias sempre geram polêmica. Com a Casuloterapia, não podia ser diferente.

a) O profissional não deve se envolver com seu cliente
A verdadeira forma de auxiliar alguém que esteja passando por dificuldades emocionais é saber identificar seu sentimento. Para isso, não podemos ser frios nem ignorar suas emoções. O profissional deve ser mais que um confessor, para evitar que o cliente o manipule ou se automanipule.
O profissional que se envolvesse com as emoções do "maníaco do parque", por exemplo, provavelmente teria maior oportunidade do que a própria mãe dele de identificar que algo estava errado. A mãe não imaginava que seu filho fosse um assassino.

b) Os seres humanos são iguais e reagem da mesma maneira
O ser humano não é como a matemática. Cada um tem uma história de vida e as experiências pessoais contribuem para a construção da própria personalidade. Em muitos casos, o indivíduo chega a desenvolver uma personalidade falsa (um personagem) e vive representando, embora sinta que algo está errado.
Por exemplo, alguém nascido em uma família em que todos têm o hábito de gritar provavelmente desenvolverá o mesmo hábito, incorporando-o em sua personalidade. Enquanto indivíduo, ele talvez não goste de gritos. Portanto, esse simples fato pode gerar um conflito interno, isto é, ele vai reproduzir o mesmo comportamento, ao atribuir o comando à falsa personalidade, mas vai se sentir agredido por não entender o que o incomoda.

c) A herança genética determina a personalidade.
A herança genética não explica por que pessoas que nasceram dos mesmos pais podem ter personalidades tão diferentes entre si. Em alguns casos de adoção, os filhos adotivos podem ter um comportamento semelhante ao dos outros membros da família ou mesmo chegar a desenvolver feições faciais que, com o passar do tempo, torna-os parecidos fisicamente com a família.
O universo mental individual tem mistérios e armadilhas que só podem ser tocados pela própria pessoa e, na maioria das vezes, apenas com a ajuda de alguém movido por algo mais que a psicanálise.

Há muito tempo, pesquisadores e estudiosos vêm procurando compreender e explicar o labirinto mental humano. Com certeza, todos tiveram vitórias e dificuldades.

Tenho 68 anos de idade. A maior parte dessa existência dediquei à observação e à busca de uma compreensão sobre os seres humanos, espécie da qual, com orgulho, faço parte. Para entender esse universo pessoal, precisei mergulhar no meu íntimo e reconhecer cada movimento.
Descobri que, quando minha mente manisfestava-se, algo em meu peito mudava o ritmo das batidas do coração, às vezes me fazendo rir e em outros momentos chorar — nada mais que minhas emoções, meus sentimentos.

Observando e compartilhando, descobri que outras pessoas também alimentavam sentimentos iguais. Compreendi que nós, seres humanos, temos, além do DNA genético, um DNA de sentimentos.

Vaidade – superioridade – indolência – arrogância.
Orgulho – poder – exigência – intolerância.
Egoísmo – posse – avareza – obsessão.
Ciúmes – raiva – descontrole – inconstância.
Carência – dor – insegurança – solidão.
Inveja – incompetência – desdém – falsidade.
Ira – revolta.

São os sentimentos que alimentam e atormentam o universo íntimo de cada ser humano, decorrendo daí, na maioria das vezes, medo, ansiedade, pânico, dentre outros. O ritmo acelerado da vida cotidiana e a cobrança diária só dificultam ainda mais a revelação do que está por trás dos pensamentos e sentimentos humanos e, dessa maneira, criam em nós a personalidade falsa com a qual passamos a viver em conflito.

A Casuloterapia atende à necessidade de apoio rápido na medida dos dia de hoje, mudando conceitos e ampliando o universo das psicoterapias. Isolado do cotidiano, o indivíduo pode observar, de uma perspectiva mais distante e pormenorizada, hábitos, dificuldades e realizações. Nessa oportunidade, poderá rever a própria vida, voltar no tempo e descobrir a ameaça que gera seus desconfortos.

Aquilo que nos aflige hoje está longe de ter começado no presente, pois somos o futuro do nosso passado.

 

Helena Martins

 

Helena Martins
CRT 33420
Terapeuta, consultora e coordenadora, é reconhecida por dezenas de certificados de competência assinados por advogados, psicólogos, atletas, artistas, executivos e outros.
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