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Segredos que se revelam durante o confinamento

Um pequeno e simples chalé, construído bem longe da vida estressante da Capital, serve de refúgio para quem quer passar a vida a limpo. Especialmente construído para a reclusão do paciente, o espaço é utilizado na Casuloterapia, metodologia desenvolvida pela terapeuta Helena Martins.
"No casulo, a pessoa se prepara para o renascimento. Entra lagarta e sai voando", compara Helena.
O local é de total recolhimento, que dura em média de três a seis dias. A intenção é direcionar a atenção da pessoa para si. Afastado de seus hábitos e objetos pessoais – só carrega roupas íntimas e a escova de dentes –, o paciente recebe estímulos para rever suas dificuldades e é observado o tempo todo pela terapeuta e por pelo menos um assitente. "Cada palavra, cada piscar de olhos é analisado".
Só há privacidade para ir ao banheiro, com grandes janelas de vidro, com vista para a natureza. Parte das paredes do casulo é acolchoada, para proteger a pessoa nos momentos de catarse.
O tratamento é individual e se a pessoa tentar sair do chalé o tratamento é interrompido. É indicado para pessoas com problemas de pânico, solidão, angústia, entre outros. "O paciente tem que ter mais de 21 anos e coragem. Só vai para o casulo após uma consulta para avaliar se possui estrutura emocional e física para ficar em reclusão. Pode ser que o tratamento indicado seja outro, mexer com os sentimentos pode piorar".

Personagem
O ator Petrônio Gontijo, que atuou recentemente na novela Pícara Sonhadora, é um dos que estiveram no casulo na cidade de Piracaia e aprovaram a terapia. Para ele, a técnica do autoconhecimento direciona a criação de uma estrutura emocional sólida e de respostas a questões que não temos coragem de perguntar.

A Tribuna • Terapias Alternativas • 7 de abril de 2002

 
 
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