| |
|
|
Casuloterapia está ajudando pessoas a superar traumas
Há mais de 18 anos estudando os sentimentos humanos,
a psicoterapeuta, Helena Martins, criou o método da Casuloterapia,
no qual o paciente fica isolado espontaneamente durante três
dias, assistido pela profissional, para curar um trauma. A técnica,
que é aprovada pelo Conselho Regional de Terapeutas, vem
ajudando homens e mulheres das mais diferentes classes sociais,
a identificarem qual é seu maior medo interior, e ao se
livrar do problema superar as dificuldades como pessoas renovadas,
tal a idéia da lagarta que para transformar-se em borboleta
tem que romper o casulo.
Infância
Segundo estudos da psicoterapeuta, o 'DNA das dificludades' das pessoas é sempre
um fato marcante da infância, que com o tempo pode ser reforçado
por outroa acontecimentos, até chegar a um ponto máximo e se
transformar em um trauma. "Ninguém tem vários traumas e
sim um só, que é o início do problema. Por exemplo, se
na infância alguém grita com uma criança e isso fica marcado
nela como um fato agressivo, no período da pré-adolescência,
quando um colega gritar novamente com ele, irá reforçar o trauma
de infância, e assim se sucederá a cada vez que o fato se repetir.
No exemplo, o grito é a origem do trauma, o começo da história
das dificuldades emocionais que gerarão uma imcompreensão de
seus sentimentos na fase adulta" disse Helena.
Como parte do tratamento estão incluído banhos aromáticos,
massagens e cinco refeições diárias, respeitando o cardápio
ditado pela própria pessoa. "Tenho a responsabilidade de permitir
a saída do paciente somente depois que tiver a certeza de que ele pode
voltar ao convívio social, mesmo tendo sofrido uma transformação
interior. Apesar de ser outra pessoa interiormente, ao sair do casulo terá que
enfrentar um mundo que continua igual", disse Helena.
Há um ano a terapia foi reconhecida pelo Conselho Regional de Terapeutas
(CRT) e já beneficiou mais de 100 pessoas. Quem quiser mais informações
pode consultar o site www.casuloterapia.com.br ou se dirigir até a rua
dos Donatários, 205, na Mooca, consultório onde é feita
a avaliação do paciente.
Maria Helena Medina para o DR
Espaço terapêutico é construído em
um sítio
O casulo foi construído dentro de um sítio e na cidade de Piracaia,
interior de São Paulo. Tem cerca de 40 metros quadrados que se resumem
a um quarto (sem televisão, livro, telefone), com janelas transparentes
e um banheiro com um ofurô, no qual o paciente recebe banhos aromáticos
e massagens terapêuticas como parte da terapia.
"Criei a técnica da Casuloterapia partindo de um fato que aconteceu
comigo aos 17 anos; na época passei por uma experência marcante
e para resolver o assunto, me tranquei durante três dias no quarto. Na
ocasião lembrei de um acontecimento da minha infância muito traumatizante
e agressivo que era o motivo do meu problema. Foi assim que descobri que quando
o ser humano se isola, consegue identificar a causa de um trauma", afirma
a psicoterapeuta.
Dentro do casulo, a psicoterapeuta ouve a história de vida da pessoa
durante horas seguidas, até identificar seu trauma. "Como a pessoa
está ansiosa pelo tratamento (existe uma espera de dois meses), a disponibilidade
da conversa é integral", disse Helena.
Momentos
Acompanhada de um ou mais assistentes, Helena consegue enfrentar ows momentos
de catarse (liberação) do paciente. "As paredes do casulo
são alcochoadas porque muitas vezes a pessoa, ao descobrir onde está o
'nó' de suas dificuldades, fica agressiva. Como imponho a regra de
que a pessoa não pode tocar em mim ou nos auxiliares, as paredes adaptadas
evitam que se machuque. A figura do segurança do lado de for a tem
o mesmo papel de proteção; se no momento de raiva o paciente
quiser sair do casulo será impedido, mesmo porque, ao redor só existe
mato", explica Helena.
Da Redação para o DR
Diadema Jornal Edição nš 3330 5
de maio de 2002
Diário Regional (Santo André - São Bernanrdo - São
Caetano - Diadema - Mauá)
Edição nš 687 5 de maio de 2002
|
|