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Travessuras de Bianca no palco
No
ar como a protagonista da novela "Pequena Travessa",
no SBT, Bianca Rinaldi estréia em São Paulo a peça "Tudo
de Mim", ao lado do ator Petrônio Gontijo, seu par
romântico no folhetim "Pícara Sonhadora"
Rafael Sens
No ar como protagonista da novela "Pequena Travessa",
do SBT, Bianca Rinaldi vai aprontar também no teatro.
Agora, ela pinta e borda na pele de marcela, da peça "Tudo
de Mim", que estréia hoje no Teatro Folha. Petrônio
Gontijo que escreveu o texto a quatro mãos com
Emílio Boechat volta a formar par romântico
com a ex paquita depois de terem vivido tórrida
cenas de amor em "Pícara Sonhadora", folhetim
exibido em 2001.
A afinidade entre a dupla foi tamanha que,
após as gravações
da novela, Gontijo começou a trabalhar no projeto para
o teatro que contaria com a participação especialíssima
de Bianca. Foi quando decidiu escrever, ele próprio, a
história. "O texto chegou a ter 40 versões
e começou a ganhar vida quando nos aprofundamos nos personagens",
revela o autor e ator, que vive Juliano, apaixonado por Marcela,
interpretada por Bianca.
O mote parece simples. Mas, de acordo com
Gontijo, a comédia
vai muito além de um simples romance folhetinesco. "É uma
love story. No entanto, mostramos como é difícil
enxergar quem está do nosso lado enquanto não resolvemos
os problemas mesquinhos do cotidiano", conta. "Eles
tentam ser sinceros e não tem a mínima idéia
do que é sinceridade."
Hóspede fashion
Juliano é um executivo que recebe em casa uma hóspede
para lá de fashion: Marcela, uma jovem envolvida com moda
que acabou de chegar da fervilhante Londres. A estadia, planejada
para durar apenas um dia, acaba desencadeando uma paixão
fulminante. "Minha personagem ajuda Juliano e, quando se
dá conta, ele está ótimo e ela no fundo
do buraco. Porém, não se despe do orgulho para
sair da situação. Ela tem muita influência
da moda na vida pessoal", adianta Bianca. "A peça é biográfica
de todos nós", completa Gontijo.
Os dois, além de confessarem adorar dividir a cena, se
declaram sempre dispostos a falar de amor na ficção. "O
amor é mais que oportuno, é imprescindível. É o
que nos move no meio do caos", define o ator, que não
esconde sua admiração pela colega de trabalho. "Bianca é uma ótima
atriz e sua alegria contagia. É a nossa Meg Ryan".
E a recíproca é verdadeira: "Não tenho
dúvida de que vamos fazer muitas coisas juntos".
Deseja a atriz.
Para facilitar a composição dos personagens, o
elenco passou pela chamada "Casuloterapia". A técnica
foi ministrada pela psicoterapeuta Helena Martins e consiste
em passar três dias em uma cabana, isolados do mundo. A única
companhia foi a da terapeuta. "A gente precisa de alguém
que nos apresente a nós mesmos". Explica Gontijo.
Para ele, o ato de escrever o texto da peça não é uma
terapia: "É um processo de auto-conhecimento".
Os autores também mergulharam de cabeça no universo
do romantismo, pesquisando tudo que foi possível sobre
o gênero.
Quem assina a direção é Abílio
Tavares. Na trilha sonora, músicas de Nando Reis.
Diário de São Paulo Página D8
São Paulo, sexta-feira, 3 de janeiro de 2003
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